
Depois de mais de um ano de incerteza sobre qual seria o futuro da marca Suzuki no Brasil, a empresa informou que o e-Vitara chegará em breve às concessionárias. O modelo é 100% elétrico e tem tração nas quatro rodas, inaugurando um segmento ainda sem concorrência. Neste texto você fica sabendo sobre como é o carro e na parte final explico os motivos do Jimny ter encerrado sua passagem por aqui.
O novo e-Vitara deverá ter uma versão única e não terá um “irmão” com motor convencional. Ele virá importado da Índia, país que tem um mercado com modelos muito parecidos com o do Brasil (o Renault Kwid nasceu lá) e que recentemente ampliou seus acordos de importação e exportação com o nosso país.

O carro é bonito, tem um acabamento interior muito bem feito, com tela de 10 polegadas, bancos em couro e até um teto de vidro. O sistema de som é muito elogiado em seu país de origem e há um console central elevado, dando ares de um veículo de classe superior.
O espaço nos puxa de volta para a realidade: ele é do tamanho de um Chevrolet Tracker e tem um porta-malas de apenas 310 litros – é um pouco maior que o porta-malas do HB20 ou do Onix. Aqui vale lembrarmos que ele está entrando no lugar do Jimny Sierra, que tinha um porta-malas que era mais um porta-objetos. Mas é menor do que o espaço do antigo Vitara, que foi vendido por aqui até 2022 e saiu de linha por motivos semelhantes ao Jimny (leia abaixo).

O chamado 4×4 de um carro elétrico não tem explicação tão complicada como nos carros convencionais. São dois motores elétricos: um na frente e outro atrás. O da frente desenvolve 174cv e o de trás 65cv. Eles são gerenciados por um sistema central e, combinados, geram 184cv de potênica e 31,2 kgfm de torque. Vai de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. A autonomia é de quase 300 quilômetros com uma carga, segundo o Inmetro.
O novo e-Vitara chegará nas cores verde, cinza, azul, prata e preto. O preço não foi divulgado oficialmente, mas levando em consideração que na Europa o modelo chegou por 40 mil Euros, a conversão indica para um veículo com preço na cada dos R$ 260 mil. O Jimny Sierra saiu de linha com versões mais caras custando cerca de R$ 220 mil.
Atualmente as concessionárias Suzuki no Brasil não tem qualquer modelo zero para vender. O Jimny Sierra parou de ser importado para o Brasil no final de 2024 e essas lojas ainda vendiam os modelos que restaram no estoque. A maioria dessas concessionárias também representa a Mitsubishi, que no Brasil é representada pelo mesmo grupo.
Saída de linha do Jimny Sierra
A proposta de um 4×4 elétrico que vem da Suzuki será uma experiência e tanto, já que o público deste tipo de veículo é acostumado e simpatizado com os motores à combustão. O Jimny Sierra, aliás, foi aposentado por um impasse entre a representante da Suzuki no Brasil e a matriz. Não houve um consenso em adaptar o motor 1.5 gasolina para os níveis de emissão previstos na norma brasileira.
A norma brasileira em vigor há anos prevê obrigação para as marcas se adaptarem aos níveis de emissão de poluentes. A norma tem objetivos que vão endurecendo com o tempo. Os níveis atuais entraram em vigor em 2025 e para continuar no mercado o Jimny precisava passar por essas atualizações.
O volume de vendas no Brasil não foi suficiente para convencer a matriz a fazer esta atualização. Isso também aconteceu com o Jimny em outros países. A Suzuki não tem operação própria na linha de veículos no Brasil e é representada por um grupo nacional chamado HPE, que também representa a Mitsubishi no Brasil.
A HPE tem fábrica em Catalão, Goiás, onde chegou a montar a versão anterior do Jimny. O Jimny Sierra era importado e passava apenas por algumas adaptações na fábrica brasileira.



