terça-feira, 28 de maio de 2024

Frenagem de emergência vira alvo de críticas nos Estados Unidos

Sistema, que existe há 20 anos e mais recentemente se popularizou, ainda é falho, sobretudo a velocidades maiores.

Uma das tecnologias mais importantes no quesito segurança de um veículo, a frenagem de emergência, ou AEB, na sigla em inglês, virou item obrigatório em todo modelo zero quilômetro à venda no mercado dos Estados Unidos, desde setembro de 2022. Mas de tempos para cá ela também virou alvo de críticas especializadas, por supostamente não funcionar da forma que deveria.

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Frenagem de emergência vira alvo de críticas
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Segundo a American Automobile Association, a tecnologia, que já tem 20 anos, ajuda em alguns casos, mas ela deixa de ser eficiente em outros. A associação foi à pista de provas para comprovar.

Ela pegou 4 modelos – Toyota RAV4, Honda CR-V, Ford Explorer e Chevrolet Equinox, todos ano 2022 e equipados com o item, e os testou em algumas situações.

Primeiro ela simulou colisões traseiras, em que o veículo da frente subitamente freia até parar. Em baixa velocidade, o sistema foi totalmente eficiente, evitando todas as colisões sem que o motorista precisasse pisar no freio. Já a 50 km/h, o dispositivo evitou 17 de 20 colisões possíveis. Nas 3 em que ele não conseguiu evitar o acidente, ele pelo menos reduziu a força do impacto em 86%.



Já nos testes acima dos 65km/h, o resultado foi mais preocupante. Das 20 simulações, apenas 6 foram completamente evitadas. Em 14 houve impacto, resultado que a associação já suspeitava: o dispositivo só é eficiente a baixas velocidades.

A associação decidiu fazer um teste ainda mais importante: simular acidentes mortais. Os dois cenários mais comuns nos EUA são mortes por colisões em cruzamentos ou em conversões à esquerda em pista de duplo sentido. Esse último tem até apelido nos EUA: T-bone crash, referência ao formato em T em que os veículos ficam após o acidente.

Frenagem de emergência vira alvo de críticas

O resultado do teste não poderia ser pior. O equipamento não conseguiu prever nenhum acidente – portanto não diminuiu em nada a velocidade – e nem mesmo acionou os alertas sonoros de colisão, medida complementar para redução de impacto, em que o motorista faz o esforço em frear.

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Apesar dos resultados, o Insurance Institute for Highway Safety aponta que o AEB reduziu os acidentes pela metade desde que chegou ao mercado. A American Automobile Association acha pouco e vai cobrar melhorias nos componentes para que num futuro todo tipo de acidente seja evitável.

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