terça-feira, 28 de maio de 2024

Sete marcas de carros que desistiram do Brasil

Algumas decidiram ir embora por causa dos custos e outras praticamente passaram em branco no mercado.

A Mazda já vendeu carros no Brasil e talvez você nem saiba. A inglesa MG também. Algumas foram embora porque o câmbio não ajudou, outras porque os produtos não foram bem aceitos e outras por desentendimentos comerciais com parceiros.

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Mazda

Aqui no Turboway sempre falamos da Mazda. É uma das marcas japonesas que chegou por aqui nos anos 90, junto com Honda, Nissan e Mitsubishi, e não durou muito. Vendeu por aqui o conversível MX-5 e deixou o país em 1999, quando o dólar teve sua primeira grande alta após a criação do plano Real.



Mazda MX-5 foi vendido no Brasil nos anos 90 (foto: reprodução)

A Mazda continuou em outros países latinos e hoje consegue se destacar em países como o México e a Colômbia, onde chegou a liderar as vendas do ano com um SUV.

Asia Motors

A Asia Motors foi uma das mais bem sucedidas marcas asiáticas que chegaram aqui nos anos 90. Ela vendia as vans Topic e Towner.

A Asia era um braço da sul-coreana Kia. No Brasil o dólar subia e atrapalhava as importações, mas isso não afetava ela diretamente. Por quê? A empresa tinha conseguido uma série de isenções fiscais porque havia prometido construir uma fábrica na Bahia (o que nunca aconteceu).

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A Asia foi embora porque quebrou. É que a Kia estava mal das pernas e entrou em processo de falência lá na Coréia do Sul. Foi comprada pela Hyundai, que decidiu encerrar a marca.

Foi embora, mas deixou uma dívida de R$ 2 bilhões com o governo para trás. Era a cobrança pelos incentivos fiscais que ela usou e não retribuiu. A conta nunca foi paga.

SSang Yong

A empresa sul-coreana é conhecida por seus carros com visuais exóticos. Porém não fica devendo na qualidade, já que utilizava componentes bons em seus veículos, incluindo o motor Mercedes-Benz.

A investida dela no Brasil foi em 2005 e permaneceu até 2015. O grupo local que a representava fechou suas portas. Depois ela voltou em 2017 nas mãos de outro grupo, mas sumiu pouco tempo depois sem deixar rastros.

Daewoo

A empresa sul coreana fabricava vários produtos e era a segunda maior empresa do país, atrás da Hyundai. A história dela no Brasil tem apenas quatro anos (1994-1998) e envolveu a importação de 6 modelos: Espero, Nubira, Lanos, Prince, Ace e Leganza. Lembra deles? Quase ninguém lembra, mas alguns deles chegaram a vender muito bem na época.

Existem atualmente ainda 14.146 Daewoos com registros ativos no Denatran. Quase 10 mil são Daewoo Espero.

A Daewoo foi embora do Brasil porque o dólar começou a subir muito e inviabilizava a concorrência com quem fabricava carro aqui. Depois a empresa se envolveu em um dos maiores escândalos da Coréia do Sul em uma falência que envolveu fraude, corrupção e a fuga do presidente da empresa. A marca Daewoo ficou com a GM e foi encerrada posteriormente.

Alfa Romeo

A marca de luxo chego ao Brasil pelas mãos do Governo Italiano em 1968 e se estabeleceu no Rio de Janeiro fabricando o Alfa 2300.

Alfa Romeo 2300 visto em São Paulo (foto: Renato Fonseca/ Turboway)

Em 1977 as operações da Alfa Romeo no Brasil foram vendidas para a Fiat e a produção dos Alfa seguiu até 1986.

Os carros importados da marca chegaram em 1990, com a abertura do mercado nacional. A estratégia inicial era que as concessionárias Fiat vendiam os carros da Alfa. Não deu muito certo.

Depois a marca abriu algumas concessionárias, mas isso durou até 2006, com pouquíssimos carros vendidos nos últimos anos de atuação. Carros que vendeu no Brasil: 2300 (nacional), 164, Spider, 155, 145, 156, 166, 147.

MG

A MG é uma marca desconhecida no Brasil, mas é conhecida na Inglaterra (onde nasceu) e faz algum sucesso em países latinos, como o Chile.

MG é o nome simplificado da Morris Garage, que não é mais inglesa. Ela foi comprada pela chinesa SAIC em 2005 e tentou entrar no Brasil em 2010. Não deu certo, os carros não tiveram aceitação e ela sumiu em 2013.

Mahindra

A Mahindra chegou ao Brasil em 2012 com a proposta de ser uma alternativa ao finado Toyota Bandeirante. Um carro robusto para quem precisa de quase um tanque de guerra.

A proposta não colou e em 2015 a Mahindra deixou de importar e vender carros aqui.

Publicada originalmente em

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