domingo, 21 de abril de 2024

Turbolista: quatro carros que mudaram o destino de políticos

Opala de JK, Elba de Collor, Continental de Lincoln e Tempra de Celso Pitta foram muito falados no noticiário político em suas épocas

A proximidade das eleições nos inspirou a fazer uma lista de carros que ficaram famosos por algum episódio político. Você se lembra deles?

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Opala de JK

O ex-presidente que construiu Brasília, Juscelino Kubitschek (JK), morreu em um acidente de carro em 22 de agosto de 1976 na Rodovia Presidente Dutra em Resende (RJ). O Chevrolet Opala preto era guiado pelo motorista do ex-presidente e foi atingido por um ônibus, atravessou a pista e bateu de frente com um caminhão.

Opala de JK em foto reproduzida pela Agência Brasil

Há várias teorias sobre essa morte, inclusive relacionando-a com um atentado contra o ex-presidente. A versão oficial chegou a ser contestada e levada para a Comissão da Verdade, mas a conclusão final é que se tratou mesmo de um acidente.

Também há vídeos na internet informando sobre o suposto paradeiro do Opala. Esses vídeos não apresentam qualquer elemento factível de que o Opala do ex-presidente, destruído no acidente, esteja rodando atualmente.



Elba de Fernando Collor

O Fiat Elba foi um dos símbolos do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992. Era um Fiat Elba Weekend 1991 que foi pago com uma conta controlada por PC Farias, então tesoureiro da campanha de Collor à presidência.

O caminho do dinheiro usado para pagar o carro foi importante porque revelou contas bancárias até então desconhecidas da Justiça e do Congresso. Não se sabe o paradeiro atual do carro.

Apesar do carro ter sido um dos elementos usados a favor do impeachment, Collor foi inocentado na Justiça destas acusações em 2014, por falta de provas. Ele atualmente é senador pelo estado de Alagoas.

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Continental de John Kennedy

Fugindo um pouco do Brasil, um dos episódios mais marcantes da história norte-americana aconteceu enquanto o então presidente John F. Kennedy desfilava de carro por Dallas em 22 de novembro de 1963.

Kennedy foi morto por um atirador enquanto estava em um Lincoln Continental 1961 presidencial limousine preto. Segundo a Ford, dona da Lincoln, o carro foi produzido dois anos antes do atentado em Michigan, na fábrica onde ele era produzido em série.

Lincoln de Kennedy passou por reforço de estrutura e recebeu nova capota. Hoje está exposto no museu Henry Ford (foto: cortesia do museu Henry Ford)

JFK estava sentado no carro sem capota quando recebeu o tiro na cabeça. O crime foi atribuído oficialmente a um único atirador, embora existam diversas versões paralelas que envolvam mandantes e casos de espionagem.

O carro passou por modificações após o crime: nova capota, blindagem nas laterais e vidros a prova de balas. Hoje ele está no museu Henry Ford, nos Estados Unidos.

Tempra de Celso Pitta

Quem é de São Paulo e tem mais de 30 anos tem marcado na memória a célebre frase de Paulo Maluf ao pedir votos para seu sucessor: “Se o Pitta não for um bom prefeito, nunca mais vote em mim”. Pitta foi um péssimo prefeito, mas Maluf ainda conseguiu se eleger deputado depois.

Pitta foi acusado e condenado por corrupção a frente da prefeitura. Uma das ligações de Pitta com a empresa que foi relacionada na investigação era um Fiat Tempra alugado que era usado pela família do político.

A ficha de locação do carro apontava que o carro era alugado por uma das empresas que Pitta afirmava não ter qualquer relação. Pitta foi condenado a devolver milhões de reais aos cofres públicos e morreu de câncer em 2009.

Publicada originalmente em

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