sábado, 20 de julho de 2024

Veja destaques do Salão do automóvel de Paris

Salão apresenta carros elétricos que ainda vão chegar ao mercado, com domínio francês e chinês

A 89a edição do Salão do automóvel de Paris está menor, com foco nos elétricos e com domínio dos chineses. É a constatação da imprensa francesa sobre o evento que começou nesta terça-feira (18) e vai até o fim de semana.

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As empresas de automóveis estão cortando custos pelo mundo e isso inclui gastos imensos com stand em salões. Esse é um dos motivos do Salão de São Paulo não ter sido realizado recentemente.

Voltando ao Salão de Paris, estando em casa, as marcas francesas marcam a maior presença. A Renault apresentou uma reeleitura do seu clássico Renault 4, que ficou famoso em todo o mundo, mas não no Brasil. O carrinho compacto virou um SUV elétrico conceito, sem previsão de produção.



Stellantis

A Stellantis deu preferência para sua linha elétrica de franceses (Peugeot, Citroën e DS). Não é bairrismo. É que na fusão da Fiat com a Peugeot (que criou a Stellantis) a Peugeot ficou como uma marca dominante do grupo na Europa. No Brasil a marca dominante foi a Fiat. Os critérios foram as fatias de mercado que cada marca tinha em cada local.

Além dos franceses a Stellantis também apresentou oficialmente o seu Jeep Avenger (foto abaixo), que é o famoso projeto “baby Jeep” que vinha se falando há tempos. O Baby Jeep terá baterias de 54kWh, que dão até 550 quilômetros de autonomia. Falamos sobre ele aqui.

O Jeep não é francês no nome, mas é francês de alma. O Avenger é montado sobre a plataforma Peugeot e compartilha várias peças com carros da marca.

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BYD

Os chineses marcam presença em peso no salão. A BYD, que está na Europa desde 1998 e tem investido em uma expansão rápida fora da China, apresentou em Paris o Atto 3, um SUV criado especialmente para o mercado europeu. Levou para o salão também o Tang e o Han. Esses dois já são vendidos no Brasil, sendo que o Tang aqui virou apenas “Tan”.

BYD Atto 3 foi apresentado no salão de Paris (imagem: BYD/ divulgação)

Ainda na BYD a marca apresentou o Seal, um sedã elétrico feito para concorrer com o Tesla Model 3 e que vale ficar de olho. É que a marca registrou ele no Brasil e ele deve fazer parte da linha em breve. O carro tem três versões de motorização e a mais avançada gera 313 cv de potência! Além disso a autonomia do carro é de se admirar: 700 km.

BYD Seal poderá ser vendido em breve no Brasil (foto: BYD/ divulgação)

Marcas francesas

No stand da Peugeot está posicionado o Fastback. Mas não o Fiat Fastback que conhecemos recentemente. É o SUV 408 Fastback, um híbrido com duas motorizações, que chegam a 180 cv e 225 cv. É um lançamento mundial da marca, que não deve chegar ao Brasil.

A Peugeot aliás é uma das empresas mais avançadas no quesito eletrificação dentro da Stellantis. Antes a marca já tinha lançado o e-208, já disponível no Brasil. Para o ano que vem a marca terá ainda os 3008 e 5008 com motorização híbrida. Esses sem previsão para o Brasil.

Na Alpine, uma marca de carros de apelo e preparação esportivos administrada pela Renault, foi apresentado o Alpenglow, um carro-conceito movido à hidrogênio.

Protótipo híbrido da Alpine é exibido no Salão de Paris (foto: Agência Xinhua News)

A Stellantis também levou novidades para a DS Automobiles, uma marca de mais requinte derivada da Citroën. A DS levou vários modelos ao salão, o que mostra que o grupo está apostando alto na marca que já vendeu carros no Brasil, mas hoje não está mais por aqui.

O DS 3 é totalmente elétrico, com transmissão de 115 kW (156 cv) e uma nova bateria de 54 kWh que permite atingir uma autonomia de até 402 km no circuito combinado e de 500 km na cidade. Importante ressaltar que no carro elétrico a autonomia é maior na cidade devido aos mecanismos de regeneração da carga, nas frenagens por exemplo.

A marca também levou ao salão o DS 4, DS 7 e DS 9. Este último é um híbrido com tração 4×4 chamado de DS 9 Opéra Première. O carro tem um motor a gasolina e dois motores elétricos, um na traseira e outro na dianteira.

De olho no corte de custos, as alemãs BMW, Volkswagen e Mercedes-Benz não montaram stands no Salão de Paris.

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