sábado, 25 de maio de 2024

Depois dos chips, agora é a falta de vidros que preocupa montadoras

Queda no fornecimento de gás por Moscou tem pressionado produção de vidro na Europa.

O setor automotivo ainda não se recuperou da crise dos chips semicondutores e uma nova ameaça já ronda o ambiente. Pode faltar vidro no mercado, o que levaria a uma nova rodada de atrasos de produção e aumento de preços.

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A constatação é do jornal The Wall Street Journal. A crise pode estourar na Europa e causar um efeito cascata em outros mercados. E o Brasil não pode ser descartado neste momento.

Mais uma vez é um efeito direto da Guerra na Ucrânia. É que a fabricação do vidro requer altíssimas temperaturas e as fábricas europeias estão preparadas para usar apenas gás natural, cujo fornecimento foi reduzido por Moscou.

Sem poder fabricar na quantidade solicitada, as chances de um desabastecimento são grandes. Os preços já subiram.

Algumas montadoras estão dando um jeito para não ficar para trás. A Volkswagen, por exemplo, está estocando para-brisas e outros vidros automotivos muito além do necessário, na Europa. Um gigante alemão do setor de cervejas encomendou de uma vez só todo o estoque de garrafas de um ano – 50 milhões de unidades. Estes pedidos exagerados estão pressionando ainda mais os preços no continente.

Tanto é que financeiramente já compensa para as fabricantes procurar fornecedores longe da Europa. Mas se os pedidos nestes países alternativos superarem a capacidade produtiva, como se imagina, fatalmente haverá novos aumentos de preços globais. O Brasil, que é um grande fabricante regional de vidros automotivos, poderá ter impactos.

Além de vidros e para-brisas, outro componente veicular afetado pela escassez é a central multimídia, outra usual cliente de vidro para as telas .

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