quarta-feira, 24 de abril de 2024

Supergrupo com Volkswagen, Mercedes e BMW é aprovado no Brasil

11 empresas do segmento automotivo alemão se uniram para sacudir o mercado

“Lá vem eles de novo”, diria Galvão Bueno ao ver o que as principais empresas alemãs estão fazendo. Mas em vez de um 7 a 1 contra o Brasil, as maiores companhias da Alemanha, como Volkswagen, Mercedes, BMW, Bosch, Siemens, BASF e SAP estão pensando maior ainda, ao criar a Catena-X.

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A Catena-X é o primeiro ecossistema de dados abertos para a indústria automotiva do mundo. Nele, todas as empresas participantes abrem seus dados de forma colaborativa, com todos tendo acesso a informações de pedidos, estoques e agilizando as tomadas de decisão.

A Mercedes-Benz pode ver que a BMW está com falta de determinada peça ou que ela está fazendo um grande pedido de itens para a Bosch, e assim por diante. Isso até pouco tempo seria inimaginável num mundo competitivo. Os alemães estão mudando a maneira de pensar a indústria. O projeto conta com participação do governo da Alemanha.

A proposta parece realmente ter ganhos. As fornecedoras vão poder antecipar a produção e criar rotinas de forma circular, ainda mais em um momento de escassez de peças. Haverá transparência e o produto final, que é o que interessa, permanecerá intacto. As empresas rivais continuarão rivais, com seus projetos ainda bem guardados e com suas diferenças de produtos garantidos, para o bem do mercado.

Futuramente, o Catena-X quer integrar pequenas e médias empresas de outros ramos, além do automotivo. “Juntos, enfrentamos os desafios atuais, como resiliência, sustentabilidade e geopolítica. Assumimos a tarefa de criar cadeias de dados consistentes e conectar empresas de médio porte”, informa o site do projeto alemão.

Brasil aprova união

Aqui no país, as 11 empresas formaram uma joint-venture que foi analisada e aprovada no fim de julho pelo Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

O documento não especifica as atividades que cada empresa irá desempenhar na joint-venture, mas indica que cada uma terá participação de 9,1% nos capitais. Diz também que nos três primeiros anos de operação a joint-venture não terá foco nem ativos no Brasil. Depois deste prazo, tudo indica que vai virar passeio.

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