sexta-feira, 12 de abril de 2024

Alpine fecha longo contrato com Ocon e muda destino na Mercedes

Se nas pistas anda dificil, pelo menos fora dela a Alpine venceu uma disputa com a Mercedes. A montadora francesa do grupo Renault renovou contrato com o promissor Esteban Ocon até o fim de 2024.

Esteban Ocon

O piloto de 24 anos era um dos favoritos a assumir um dos carros da Mercedes já no ano que vem, com a possível saída de Valteri Bottas ou do próprio Lewis Hamilton, que não descarta uma aposentadoria ao fim deste ano.

Agora, o caminho deverá ficar mais livre para George Russel, outro piloto sondado para assumir o cockpit da equipe alemã. Russel já tem contrato com a Mercedes mas corre emprestado para a Williams.

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A Alpine deve manter por longo período a atual dupla de pilotos. Fernando Alonso tem contrato até 2022, com cláusula de renovação até 2023. Na atual temporada, o bicampeão vem superando Ocon por um ponto: 13 a 12. A Alpine é apenas a sétima no Mundial de Construtores, à frente apenas do último pelotão, formado por Alfa Romeo, Williams e Haas.

Tudo pode mudar em 2022

Apesar de ainda estar abaixo da média em 2021, a Alpine ainda sonha em melhorar muito em 2022. A mudança no regulamento, que será radical, promete embaralhar o nível das equipes, tirando o protagonismo de Mercedes e Red Bull.

Ente as novidades, originalmente previstas para 2021, mas que foram adiadas em um ano em função da pandemia, estão mudanças desportivas e financeiras.

No campo desportivo, as mudanças vão ser profundas em aerodinâmica. Os carros vão voltar a ficar mais colados no chão e a depender de downforce, podendo andar mais colado no carro da frente sem sofrer com isso, como ocorre atualmente. Espera-se que haja mais ultrapassagens.

As mudanças aerodinâmicas vão impactar no visual dos carros, que ficarão muito mais simplificados esteticamente. As equipes também terão limitações no desenvolvimento aerodinâmico. Atualmente, as primeiras provas do ano são mais equilibradas e a partir de um ponto as equipes mais ricas (leia-se Mercedes) consegue desenvolver mais o carro do que as outras e acaba se sobressaindo. A partir do ano que vem se espera mais equilíbrio, do começo ao fim.

Nova F1
Na montagem, o novo carro de 2022 (superior) e o atual (inferior): mudanças visíveis

Outra mudança técnica – e estética – será nos pneus. Hoje os carros usam pneus aro 13 e em 2022 passam a usar aro 18. Os aquecedores de pneus passam a ser padronizados, para evitar disparidade entre as equipes. E este é outro ponto crucial. Vários componentes do carro serão padronizados, garantindo equidade.

Outra alteração importante é na classificação. Os carros ficarão em parque fechado depois o último treino livre, ficando impossibilitados de receberem melhorias para a classificação. É possível haver grids de largada menos previsíveis, com chances maiores para equipes médias.

Além das mudanças nas regras, outra decisão pode mexer com o campeonato, principalmente com a Red Bull. A Honda já anunciou que não irá mais fornecer motores, deixando Red Bull e Alpha Tauri na mão.

A parte financeira deixará de ser o ponto crucial para fazer um carro vencedor. Haverá teto financeiro rigoroso, juntando de vez as possibilidades de todas as equipes.

Por essas e outras, em um grid com carros mais parecidos, a presença do piloto se tornará mais importante. E a Alpine saiu na frente, ao garantir Ocon por três temporadas.

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