sábado, 25 de maio de 2024

Osama Bin Laden já ajudou a evitar falência da Williams na F1

Família Bin Laden deu 100 mil libras para a Williams montar equipe e evitar falência precoce.

Onze de setembro de 2001. Osama Bin Laden é apontado como o responsável pelo ataque às Torres Gêmeas, maior atentado terrorista da história, com mais de 3 mil inocentes mortos. Janeiro de 1978. O jovem Osama Bin Laden recebe no Palácio Real de Riad, capital da Arábia Saudita, a visita de Frank Williams, chefe da equipe que dava seus primeiros passos na F1.

Osama Bin Laden já ajudou a evitar falência da Williams

A equipe Frank Williams Racing existiu de 1969 a 1975, sem brilho. Além de Frank Williams, teve o canadense Walter Wolf em seu comando, se chamando Wolf-Williams Racing em parte de sua trajetória. Frank vendeu suas ações para Wolf e tentou nova sorte ao fundar a equipe Williams que conhecemos, ao lado de Patrick Head, em 1977. Mas faltava dinheiro.

No começo de 1978, Frank conseguiu chegar até o príncipe Sultan bin Salman e marcar uma reunião pessoal para pedir dinheiro para o projeto. Nesta época, os petrodólares começavam a fazer sucesso e também a enriquecer os poderosos do Oriente Médio, que buscavam no esporte uma maneira lúdica de gastar sua fortuna.

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Já na chegada a Riad, Williams ficou impressionado com a rodovia que liga o aeroporto ao palácio. Ela foi desenhada por ninguém menos que Mohammed Bin Laden, pai de Osama. Nesta época, a família tinha empresas diversas, que lucravam com obras e projetos governamentais. Era tão influente que participava das reuniões no palácio real. Como aquela com o chefe de equipe inglês.

A reunião foi produtiva. Frank Williams voltou com vários patrocínios fechados, como o da Saudia Airlines, o da Albilad e o da família Bin Laden – que até estampou o nome no carro. O curioso da operação é que, por se tratar de patrocinadores islâmicos, os pilotos foram proibidos de beber champanhe no pódio. A bebida foi substituída por água até o fim da parceria – uma exigência dos sauditas.

Osama Bin Laden, à época com 19 anos, ainda vivia nas asas do pai, e por isso pode ter participado diretamente da decisão de patrocinar a Williams com 100 mil libras – troco de pinga para a família, na época. No ano seguinte ele partiria para o Afeganistão, defender o país da invasão soviética, com apoio e muitas armas dos Estados Unidos – o que terminaria, como sabemos, se voltando contra os próprios americanos.

Osama Bin Laden já ajudou a evitar falência da Williams

Bin Laden morreu em 2011, capturado durante uma operação americana. A Williams original durou um pouco mais. Em 2020, Frank Williams vendeu suas ações e, mesmo após sua morte em 2021, o nome permanece no grid, ainda que fazendo figuração. Mas nada vai tirar aqueles 2 títulos de construtores e 2 títulos de pilotos nos anos 80 – conquistados com dinheiro saudita, em partes vindo da família Bin Laden.

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