domingo, 21 de abril de 2024

Renault vai dividir operações e separar elétricos; Geely ganha força

Empresa elétrica será 100% Renault, enquanto que a movida a combustíveis fósseis será 40% da Geely.

A Renault promete fazer uma importante mudança de mercado, que poderá ter impactos mundiais. Ela quer dividir no meio as suas operações, separando a produção de modelos elétricos dos movidos a combustão. A montadora entende que são fabricações industriais muito diferentes entre si e que necessitam ter independência operacional para prosperar.

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O plano é deixar a operação de elétricos 100% francesa, com a sede no país e sob domínio e marca Renault. Já a operação a combustão teria grande participação da chinesa Geely, com 40% da Renault, 40% da Geely e 20% da Aramco, que serviria como árbitra das operações.

A Aramco é uma gigante do petróleo da Arábia Saudita e portanto teria grande interesse no negócio. Ela já está presente na França com um centro de desenvolvimento e tecnologia. Ela tenta inventar um combustível sintético para o futuro, algo como uma gasolina renovável que permitiria a continuação dos motores a combustão. Vale ficar de olho.

Já a Geely segue seu plano de expansão global. A empresa já é dona da Volvo e de outras marcas menores (fabrica os táxis londrinos, por exemplo). Na China ela fabrica e vende modelos locais da marca Renault, além de possuir 34% da Renault Korea Motors, ex-Renault Samsung Motors da Coreia do Sul. A empresa chinesa possui planos grandes na eletrificação, por enquanto mais focados nos carros elétricos.



A atitude da Renault serve como resposta às críticas que ela sofreu após perder muito dinheiro na desistência das operações na Rússia. O prejuízo foi de 2,2 bilhões de euros.

E a Nissan?

A Nissan faz parte do grupo Renault, detendo 15% da francesa, enquanto que a Renault possui 43,4% da japonesa. A Renault possui direito a voto na Nissan, mas a Nissan não tem na Renault. Isso sempre desagradou a montadora asiática e vem afastando as duas nos últimos anos.

A Nissan não entrou na equação da separação da Renault. E por enquanto parece não estar bem discutido como será daqui para frente. Será o fim da sociedade? Desde a polêmica saída de Carlos Ghosn do grupo, a verdade é que nada será de se espantar.

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