terça-feira, 23 de abril de 2024
Caoa Chery
Tiggo 7 Pro

Rodamos com o Tiggo 7 Pro. Vale a pena a compra?

O carro apresenta conforto surpreendente para um SUV. O desempenho do motor é bom, mas cobra caro no alto consumo do motor que nem é flex (uma pena). O design é outro ponto alto do novo Tiggo, que agora mostra imponência. A manutenção recebeu nota 2.5 porque ainda existem muitas reclamações sobre a eficiência da rede autorizada da marca.
Conforto
Desempenho
Consumo
Segurança
Preço
Design
Revenda
Manutenção

Rodamos com o Tiggo 7 Pro. Vale a pena a compra?

SUV evoluiu demais em relação ao seu antecessor em conforto, acabamento e motor. Porém é gastão e não tem motor flex.

Carro desta avaliação: Tiggo 7 Pro 2023

Felizmente o novo Tiggo 7 Pro lançado no fim do ano passado pela Caoa Chery em nada lembra seu antecessor. A montadora deve ter percebido que no duelo com os concorrentes o seu Tiggo era apenas um figurante e fez mudanças profundas no carro.

Agora a conversa mudou. A nova versão do SUV merece sua atenção, mesmo que ele esteja em briga direta com carros de montadoras já tradicionais: Volkswagen Taos e Jeep Compass.

Tiggo 7 Pro abastecendo
Tiggo 7 Pro rodou com Turboway e é bonito, bem acabado. Porém gastão. (foto: Emerson Ferraz/ Turboway)

Antes um irmão, agora o Tiggo 7 é praticamente a versão de 5 lugares do Tiggo 8. Eles utilizam a mesma plataforma de montagem na fábrica de Anápolis, em Goiás, inclusive com o mesmo motor.

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O Tiggo 7 Pro que rodou quase 2 mil quilômetros com o Turboway foi pego zero quilômetro em uma locadora em Maceió (AL). Como na maior parte dos nossos testes drives, e como devemos informar de forma transparente, a avaliação não teve cessão ou participação da fabricante.

Subiu de nível

Durante 10 dias o Tiggo 7 que estava com o Turboway rodou entre Alagoas e cidades do interior do Pernambuco. Não decepcionou nem um pouco: silencioso, estável e confortável. Eram 3 ocupantes no carro, mas cinco pessoas viajam com tranquilidade, diga-se que o conforto traseiro é digno de elogio.

O acabamento interno agora se igualou ao nível do Tiggo 8 e é de melhor gosto que as versões anteriores. A central multimídia também merece destaque por suas funções, principalmente com as câmeras que simulam uma visão externa do carro, recurso até então presente em veículos de marcas mais refinadas.

Mas aqui há um porém: enquanto os concorrentes já tem conexão sem fio para espelhar o sistema do aparelho, o Tiggo 7 ainda requer a conexão por cabo, ainda que o carro tenha carregamento de celular sem fio. Não faz muito sentido.

O Tiggo 7 Pro tem 4,5m de comprimento, 1,7m de altura, 1.8m de largura e 2,6m de entre-eixos. É maior que o concorrente Jeep Compass e também leva vantagem no porta-malas: são 475 litros no Tiggo 7 e 410 litros no Compass.

Interior do Tiggo 7 Pro é mais refinado que o antigo Tiggo 7, que ficava devendo (e muito) nos detalhes (foto: Caoa Chery)

Motor do irmão maior

O design externo foi melhorado, o acabamento interno foi melhorado, mas e o motor?

O Tiggo 7 Pro agora tem o motor do Tiggo 8, que tem agradado seus compradores: 1.6 turbo a gasolina com rendimento de 187 cv (a 5500 rpm). O câmbio é automatizado de dupla embreagem e sete marchas. A manopla é do tipo joystick, coisa que atualmente é oferecida em modelos de marcas mais caras, como a Volvo. Isso chama a atenção.

Acelera de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos e segundo a classificação do Inmetro, faz 9,9 km/l na cidade e 11,7 km/l na estrada. Mas, conosco não foi bem assim…

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Frente mudou e mostra imponência (foto: Emerson Ferraz/ Turboway)

Dirigindo dentro do limite de velocidade e sem grandes picos de aceleração o Tiggo 7 Pro se mostrou gastão mesmo na rodovia. Conosco fez uma média de 8,4 km/l, mas colegas de outras publicações já relataram números ainda mais baixos.

O Tiggo 7 tem versão única a venda e vem de série com quadro de instrumentos colorido de 12 polegadas, central multimídia de 10 polegadas, carregador de celular sem fio, freio eletrônico, regulagem de altura dos bancos e da tampa do porta-malas, ar-condicionado de duas zonas, teto solar panorâmico e bancos de couro. Tem também iluminação interior em LED que pode mudar de cor pelo motorista. Sai, em julho de 2022, por R$ 193 mil.

Os concorrentes diretos: Jeep Compass Longitude sai por R$ 182 mil e não tem teto solar panorâmico e bancos de couro de série. O Volkswagen Taos sai por R$ 206 mil. Os concorrentes possuem frenagem automática, de acordo com a movimentação do veículo da frente, coisa que ainda não existe no Tiggo.

Vale a pena ter um Tiggo 7 Pro?

Para quem busca um carro nesse patamar de equipamentos e preço, o Tiggo 7 Pro atende bem. No preço ele se iguala ao Compass se forem adicionados no carro da Jeep os acessórios que já existem no Tiggo. Em comparação ao VW Taos, o preço fica entre R$ 10 mil e R$ 12 mil abaixo.

Ganha a disputa pelos acessórios: teto solar panorâmico, por exemplo. A imponência do novo visual é um destaque positivo e o carro apresenta elementos de segurança que se esperam para um veículo deste nível: são 6 airbags. A falta de um motor flex e o consumo alto são destaques negativos que pesam muito na decisão de compra.

Painel tem tela de 12 polegadas e cores do detalhe acima da linha do porta-luvas (linha azul) podem ser trocadas nas opções (foto: Emerson Ferraz/ Turboway)

Um grande incômodo para os donos de Tiggos é que a montadora tem mudado sua linha com certa agilidade. O antigo Tiggo 7, por exemplo, ficou pouco mais de dois anos a venda.

Agora, porém, a marca parece ter acertado melhor tanto a mecânica quanto o posicionamento do carro e espera-se uma permanência maior deste modelo no mercado.

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