terça-feira, 28 de maio de 2024
Volkswagen
Saveiro Extreme

Saveiro 2024: “diferente, mas igual”. Vale a pena comprar? Veja avaliação

A Volkswagen continua apostando na confiabilidade de um projeto antigo e associando a um visual meio-termo: mudou, mas muito pouco, para aproximar o visual da linha atual. A Saveiro segue viva no mercado, mas os antigos vícios continuam lá.
Conforto
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Saveiro 2024: “diferente, mas igual”. Vale a pena comprar? Veja avaliação

Fui ver de perto as mudanças que a Volkswagen fez e mostro os pontos positivos e negativos da versão de topo da picape

Lançada em agosto de 2023, a Saveiro 2024 chegou ao seu quarto facelift nessa plataforma PQ24, estreada na geração 5 da picape em 2009. Tive a oportunidade de conhecer a picape com o tão esperado (e muito atrasado) facelift, nessa nova versão Extreme que substitui a cross no topo da linha da gama.

Saveiro Extreme na cor cinza (foto: Diego Tribst/ Turboway)

Como ficou?

Alguns meses depois do lançamento a chuva de críticas não foi surpresa. Depois de 14 anos do lançamento dessa geração na plataforma PQ24, e com a concorrência cada vez mais acirrada, o mínimo que a Saveiro merecia era uma geração nova. Mas não foi o que a Volkswagen fez nesse momento.

A dianteira foi completamente reformulada, alinhada ao design atual da VW. Além disso, ganhou os logos da nova identidade da marca. E só! De resto, só adereços estéticos: painel com novo desenho, volante com o novo logo adesivos, novas cores e rodas de liga.

Sobra a sensação de “ja vi isso antes” na traseira, laterais externas e interior da picape. Não é ruim, mas poderia ter recebido algo a mais para dar um ar de novidade ao interior. A coisa que mais me incomoda na linha Gol é a regulagem de altura do assento do motorista. É aquela que você puxa a alavanca e tem que desencostar do assento do banco pra ele subir. É simplesmente inadmissível em 2023 um carro com um banco assim.

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Interior da Saveiro 2024 (foto: Diego Tribst/ Turboway)

Apesar disso, o pacote de equipamentos continua recheado como era na antiga Cross. De relevante temos DRLs, multimídia com boa usabilidade e espelhamento de aparelho celular, cruise control, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, bancos em couro, dentre outros.

Assim como o visual, a motorização também continua a mesma. 1.6 16V MSI EA211 para todas as versões e sem a opção de câmbio automático. Fiquei com essa dúvida da opção de transmissão até o momento real do lançamento, porque esse conjunto do 1.6 16V com câmbio automático ja foi disponibilizado na linha Gol. Tecnicamente já teria uma facilidade de adaptação na Saveiro. O que infelizmente não ocorreu, muito provavelmente por questões de custos.

Picapes da VW

A Saveiro tem 41 anos de vida e foi durante muito tempo a única picape da Volkswagen (até o ano 2000 dividiu a cena de picape da marca com a Kombi). E passou a ser acompanhada pela Amarok a partir de 2010.

Em 2018 a Volkswagen mostrou no Salão daquele ano a Tarok. Uma picape projetada pela equipe brasileira de desenvolvimento da VW, baseada no T-Cross. Não passou de um sonho naquele momento. Mas uma matéria do “Motor 1” revelou que a montadora alemã deu continuidade ao desenvolvimento da picape.

E quanto custa?

A nova Saveiro está nas concessionárias disponíveis a partir de R$ 97.690 na versão Robust cabine simples e podendo chegar até aos R$114.580 na versão topo Extreme. A motorização única aspirada sem opção de transmissão automática e esses valores deixam clara a estratégia da VW de não brigar com as versões topo da Strada.

A versão topo Extreme entraria no páreo com a versão Volcano 1.3 manual da Strada com valor de R$ 115.990. Lembrando que acima dessa versão ainda temos mais 3 opções: a versão Volcano 1.3 automática, a versão Ranch e Ultra com motor 1.0 Turbo e câmbio CVT.

Veredicto

Pra quem tem Strada como concorrente, essas mudanças (com toda certeza) não serão capazes de conter as vendas da picape da Fiat. Que é mais nova e mais moderna que a Saveiro.

A sensação de déjà vu por todos os cantos pode ser monótona ou nostálgica, tudo depende do humor de quem vai comprar. Apesar de ser a velha Saveiro de sempre (isso não é de tudo um aspecto negativo), confesso que gostei do resultado visual. A única ressalva fica pela falta da opção do câmbio automático principalmente nessa versão Extreme, que tem um apelo maior para pessoa física.

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As atualizações feitas na picape foram pontualmente estéticas, para mostrar ao público que a Saveiro está viva. Acredito que em breve a VW fará uma mudança substancial ao seu produto que está em um segmento cada vez mais competitivo.

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