sexta-feira, 24 de maio de 2024
Citroën
C4 Cactus

C4 Cactus é bom? vale a pena comprar? Veja nossa avaliação

O C4 Cactus é um bom carro. Tem conforto, é legal para dirigir e tem motor que deixa para trás as frustrações com carros franceses que os brasileiros já experimentaram. Porém o modelo já sofre com as marcas do tempo e tem concorrentes mais equipados e modernos.
Conforto
Desempenho
Consumo
Segurança
Preço
Design
Revenda

C4 Cactus é bom? vale a pena comprar? Veja nossa avaliação

SUV compacto da Citroën tem bom espaço e foge dos estigmas dos antigos carros franceses, mas fica devendo quando entra na comparação com seus concorrentes atuais

Carro desta avaliação: C4 Cactus Feel 2022.

Por mais de um ano o C4 Cactus foi o único produto da Citroën para o público comum em suas concessionárias. Isso aconteceu entre 2021 e 2022, quando o C3 saiu de linha e retornou mais de um ano depois. E como é o C4 Cactus? Vale a pena a compra? Rodamos com ele em outubro de 2022 pelas rodovias do interior de São Paulo.

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O C4 Cactus é um SUV compacto que tem entre seus concorrentes o Fiat Pulse e o Nissan Kicks. Minha última experiência com um Citroën havia sido há muito tempo, com um C4 VTR. A avaliação de outros ‘Citroëns’ aqui no Turboway foram feitas pelo colega Diego Tribst.

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Citroën C4 Cactus é maior que o Nivus, mas nem parece (foto: Renato Fonseca/ Turboway)

Digo que o C4 Cactus me surpreendeu. Carro esperto na cidade: saídas rápidas e muito macio de dirigir, além de bancos confortáveis. Na estrada o motor grita um pouco além do que eu esperava para o motor 1.6 VTi aspirado.

O que assusta muita gente é que o Cactus leva a má fama de outros tempos dos carros franceses, apesar de ser fabricado no Brasil. Essa má fama vem de 20 anos atrás e é relacionada com a manutenção complicada e cara que tinham os primeiros Peugeot, Citroën e Renault. Além, é claro, de algumas versões de motores nada confiáveis e que não estão mais nos carros destas marcas desde 2015. Hoje a coisa é bem diferente, mas quem disse que essa história morre na boca dos compradores de carros?

Rodei apenas 1500 quilômetros com o Cactus e não pude constatar problemas nesse convívio rápido de 4 dias. Conversei com um proprietário de Cactus que teve problema com o ar-condicionado. Na internet é possível conferir outras pessoas relatando no “Reclame aqui” que o ar parou de funcionar, assim como um problema recorrente no touch da central multimídia. A notícia boa é que pelo menos nos casos relatados no site as concessionárias têm resolvido de forma satisfatória.

No interior do Cactus o acabamento está no patamar de seus concorrentes, como Duster e Kicks. É simplório, principalmente por estarmos falando de um carro acima dos R$ 100 mil, mas bem acabado. Nesta avaliação rodei com o Cactus na versão atualmente vendida como “Feel” que custa R$ 130 mil.

Tem câmbio automático, central multimídia, rodas de liga. O espaço do porta-malas é muito bom e o espaço para os passageiros também permite uma viagem com conforto. Aqui um comparativo: o espaço do bagageiro e o espaço no banco traseiro são melhores que os do Fiat Pulse, por exemplo.

No tamanho o carro é maior que o Nivus, mas certamente você não vai achar isso. É que apesar de grande, o Cactus não tem linhas agressivas como os concorrentes. Você só percebe que ele é realmente maior quando olha o tamanho do bagageiro.

Bagageiro tem 350 litros e confere um bom espaço para quem viaja (foto: Renato Fonseca/ Turboway)

A central multimídia é simples, assim como o quadro de equipamentos que serve ao motorista. Definitivamente um carro que custa R$ 130 mil precisava de algo mais moderno para fazer frente ao que já está no mercado. E olha que os concorrentes não têm equipamentos tão sofisticados. Na versão que andei o carro tem tomada 12V e uma entrada USB que fica na central multimídia. Poderia ter mais conexões.

Rodei com o C4 na região de Ribeirão Preto. Passei por Serrana, Sertãozinho e Pontal. O veículo serviu muito bem na cidade. Saídas rápidas e manobras fáceis. Gostoso de dirigir, pouco barulho: estacionado, você nem percebe que ele está ligado, porque o motor é de fato silencioso em baixa rotação.

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O design do C4 Cactus agrada (foto: Renato Fonseca/ Turboway)

Em compensação ele leva o atraso para a estrada: pisando um pouco mais para acessar a rodovia, o Cactus grita tanto quanto o motor 1.3 aspirado da Fiat combinado com o câmbio automático. Surpreendente para um carro que aponta ter 120cv.

O consumo misto, no etanol, ficou em 11,5 km/l, o que é bom e coloca o Cactus em uma disputa boa de economia com seus concorrentes. Ele gasta mais que o Pulse Drive e menos que o VW Nivus, por exemplo (tomando com base nossas avaliações aqui do site).

Destaco que o carro deste texto é o Cactus 1.6 com motor aspirado. O motor turbo do Cactus está apenas na versão de topo, que já custa R$ 150 mil (em 10/10/22). Falta um motor turbo em uma versão mais intermediária, coisa que os concorrentes já tem.

Central multimídia é simples e só tem uma entrada USB (foto: Renato Fonseca/ Turboway)

Na questão de segurança, a versão tem quatro airbags e assistente de condução. É um carro muito bom de dirigir, que passa inclusive muita segurança nas curvas em alta velocidade.

Revisões

Atendendo um internauta que nos questionou sobre os preços das revisões do C4 Cactus, que são feitas a cada 10 mil quilômetros. Os preços das revisões abaixo são válidos até dezembro de 2022, segundo a Citroën.

Para o C4 motor 1.6, que é o caso do carro deste texto:

RevisãoValor
10.000 kmR$ 532,00
20.000 kmR$ 910,00
30.000 kmR$ 532,00
40.000 kmR$ 1.226,00
50.000 kmR$ 532,00
60.000 kmR$ 910,00

Para o C4 motor Turbo (THP):

RevisãoValor
10.000 kmR$ 652,00
20.000 kmR$ 1.062,00
30.000 kmR$ 652,00
40.000 kmR$ 1.646,00
50.000 kmR$ 652,00
60.000 kmR$ 1.062,00

Vale a pena ter um C4 Cactus?

Aqui há dois pontos. Se estamos falando de um C4 Cactus usado em boas condições, com toda a certeza vale a pena a compra. O motor 1.6 aspirado é econômico e confiável.

Se estamos falando da compra de um modelo zero quilômetro, a coisa muda um pouco. Eu vejo o C4 como um produto um pouco defasado em relação à concorrência. O Cactus pode ser uma ótima opção de usados no mercado, mas fica devendo em relação a nova geração de SUVs compactos que está nas concessionárias. O Cactus ganhou minha confiança, mas não a minha preferência em relação aos concorrrentes. Explico:

O Volkswagen Nivus, por exemplo, tem uma versão por R$ 121 mil. É mais completa, com motor turbo da VW e tem central multimídia mais moderna. O Fiat Pulse tem versão 1.3 aspirada que se assemelha ao que é oferecido no Cactus com a vantagem de ser um pouco mais econômica e mais barata. Embora, friso, o Cactus com seu motor 1.6 aspirado não seja um carro gastão.

Na versão turbo, que sai na data que esse texto foi publicado por R$ 150 mil, existem concorrentes que entregam mais por preços mais baixos. O Renault Duster, por exemplo, tem o motor 1.3 turbo e porta malas também grande por R$ 7 mil a menos. O Renegade também com motor 1.3 turbo sai por R$ 14 mil a menos, com a desvantagem de ter um porta-malas ruim perto do C4.

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